Amazônia: Morte de Dorothy Stang completa um ano
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Morte de Dorothy Stang completa um ano - 10/02/2006
Local: Belém - PA
Fonte: O Liberal
Link: http://www.oliberal.com.br/index.htm
Culto ecumênico, passeatas e manifestações em vários municípios paraenses vão lembrar o primeiro ano de assassinato da missionária americana
Belém - O assassinato da missionária norte-americana naturalizada brasileira, Dorothy Stang, será lembrado neste domingo, 12 de fevereiro, quando o crime completa um ano, com cultos ecumênicos e passeatas em Belém, Anapu, Breves e Barcarena. O Comitê Dorothy e várias entidades ligadas aos direitos humanos e à reforma agrária participam da mobilização.
Na capital paraense, as manifestações em memória de Stang começam às 9h, com culto ecumênico em frente à Basílica de Nazaré. Depois, uma caminhada deve percorrer o centro da cidade. Às 19h, o arcebispo de Belém, dom Orani Tempesta celebra missa na paróquia Santa Maria Goreth, das Irmãs de Notre Dame, congregação à que pertencia Dorothy. A igreja fica no bairro do Guamá, na periferia.
A Procuradoria da República no Pará enviará representantes para Anapu onde, além dos atos marcando a data, deve acontecer uma série de reuniões para discutir a situação dos Projetos de Desenvolvimento Sustentável Esperança e Virola-Jatobá, defendidos por Stang.
Os procuradores da República Felício Pontes Jr, de Belém, e Marco Antônio Delfino de Almeida, de Altamira, vão conversar com as cerca de 300 famílias de trabalhadores rurais com quem a missionária trabalhava e a expectativa é de encontrar um cenário ainda conflituoso na região.
“Através de pressão sobre os órgãos responsáveis pela reforma agrária, uma parte dos agricultores do PDS alcançou algumas reivindicações, como a liberação dos créditos para plantio e a garantia de permanência na terra. Mas nem todos foram atendidos e a melhor forma de homenagear Dorothy Stang é atender integralmente às necessidades desses traba-lhadores', diz Pontes.
Na última visita de um representante do Ministério Público Federal à Anapu, em agosto de 2005, a tensão no município continuava crescendo e os trabalhadores ainda resistiam precariamente às pressões de grileiros e madeireiros. Após as reuniões com os trabalhadores, os procuradores devem participar das manifestações em alusão ao assassinato da missionária.
Transição
Além dos eventos que marcam um ano sem Dorothy Stang, a ida de Felício Pontes Jr. a Altamira e Anapu marca mais uma etapa da instalação da Procuradoria da República na região. O procurador Marco Antônio Delfino, que está atuando em Altamira desde janeiro, vai receber em definitivo processos judiciais que antes tramitavam em Belém e Santarém, como os que tratam da hidrelétrica de Belo Monte e dos conflitos na Terra do Meio.
O primeiro encontro entre Pontes e Almeida será na sede da Procuradoria no município, nesta sexta-feira e deve contar com a presença de re-presentantes de trabalhadores rurais, ONGs que atuam na região e dos representantes de órgãos federais como Ibama, Incra e Funai.
A presença da Justiça Federal e do MPF em Altamira, concretizada a partir de dezembro de 2005, atende uma reivindicação histórica dos moradores da Transamazônica e pode ajudar a dirimir conflitos com mais rapidez.
Local: Belém - PA
Fonte: O Liberal
Link: http://www.oliberal.com.br/index.htm
Culto ecumênico, passeatas e manifestações em vários municípios paraenses vão lembrar o primeiro ano de assassinato da missionária americana
Belém - O assassinato da missionária norte-americana naturalizada brasileira, Dorothy Stang, será lembrado neste domingo, 12 de fevereiro, quando o crime completa um ano, com cultos ecumênicos e passeatas em Belém, Anapu, Breves e Barcarena. O Comitê Dorothy e várias entidades ligadas aos direitos humanos e à reforma agrária participam da mobilização.
Na capital paraense, as manifestações em memória de Stang começam às 9h, com culto ecumênico em frente à Basílica de Nazaré. Depois, uma caminhada deve percorrer o centro da cidade. Às 19h, o arcebispo de Belém, dom Orani Tempesta celebra missa na paróquia Santa Maria Goreth, das Irmãs de Notre Dame, congregação à que pertencia Dorothy. A igreja fica no bairro do Guamá, na periferia.
A Procuradoria da República no Pará enviará representantes para Anapu onde, além dos atos marcando a data, deve acontecer uma série de reuniões para discutir a situação dos Projetos de Desenvolvimento Sustentável Esperança e Virola-Jatobá, defendidos por Stang.
Os procuradores da República Felício Pontes Jr, de Belém, e Marco Antônio Delfino de Almeida, de Altamira, vão conversar com as cerca de 300 famílias de trabalhadores rurais com quem a missionária trabalhava e a expectativa é de encontrar um cenário ainda conflituoso na região.
“Através de pressão sobre os órgãos responsáveis pela reforma agrária, uma parte dos agricultores do PDS alcançou algumas reivindicações, como a liberação dos créditos para plantio e a garantia de permanência na terra. Mas nem todos foram atendidos e a melhor forma de homenagear Dorothy Stang é atender integralmente às necessidades desses traba-lhadores', diz Pontes.
Na última visita de um representante do Ministério Público Federal à Anapu, em agosto de 2005, a tensão no município continuava crescendo e os trabalhadores ainda resistiam precariamente às pressões de grileiros e madeireiros. Após as reuniões com os trabalhadores, os procuradores devem participar das manifestações em alusão ao assassinato da missionária.
Transição
Além dos eventos que marcam um ano sem Dorothy Stang, a ida de Felício Pontes Jr. a Altamira e Anapu marca mais uma etapa da instalação da Procuradoria da República na região. O procurador Marco Antônio Delfino, que está atuando em Altamira desde janeiro, vai receber em definitivo processos judiciais que antes tramitavam em Belém e Santarém, como os que tratam da hidrelétrica de Belo Monte e dos conflitos na Terra do Meio.
O primeiro encontro entre Pontes e Almeida será na sede da Procuradoria no município, nesta sexta-feira e deve contar com a presença de re-presentantes de trabalhadores rurais, ONGs que atuam na região e dos representantes de órgãos federais como Ibama, Incra e Funai.
A presença da Justiça Federal e do MPF em Altamira, concretizada a partir de dezembro de 2005, atende uma reivindicação histórica dos moradores da Transamazônica e pode ajudar a dirimir conflitos com mais rapidez.
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