Página 20: Cheia nas cabeceiras do Rio Acre
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Cheia nas cabeceiras do Rio Acre, Rio Branco-AC, 18 de janeiro de 2004
Muita chuva em Brasiléia e Xapuri elevou o nível do rio; capital pode sofrer com enchente nos próximos dias
O nível de água na cabeceira do rio Acre continua subindo, para desespero das famílias que moram em áreas alagadiças de Rio Branco. As fortes chuvas que caíram nos últimos três dias em Brasiléia e Xapuri vêm causando cheias nessas localidades e devem desemborcar em Rio Branco nas próximas horas.
O nível ainda não atingiu a sua cota de alerta, que é de 13,5 metros, mas isso não deixa as autoridades e a população tranqüilas, uma vez que o período chuvoso está apenas começando. Ontem de manhã a cota era de 11,84 metros e continuava subindo. Muitos moradores ribeirinhos e de á-reas de risco já protegem como podem suas mobílias e se preparam para deixar suas casas. Diante da situação de perigo iminente, a Defesa Civil se mobiliza para atender qualquer emergência e mantém 20 homens fazendo a cobertura diárea da situação.
O major Fontes, do Corpo de Bombeiros, disse que mais de 15 bairros estão catalogados como área de risco. Ele alerta à população que, no caso de alguma emergência, deve-se entrar em contato com os Bombeiros e a Defesa Civil através dos telefones 193 e 223-1616. “Aconselho o cidadão a ligar para o número de emergência 193 porque, além de ser ligação gratuita, é o número em que se pode mobilizar com urgência as equipes de campo”, explicou o major Fontes.
A última grande enchente que castigou a capital aconteceu em 1997, quando o rio ultrapassou os 17 metros e deixou centenas de desabrigados, além de danificar uma parte do patrimônio público. Enquanto muitos se preocupam em encontrar refúgio para o caso de ter que deixar suas casas, outros aproveitam a situação para ganhar alguns trocados, como é o exemplo dos “catraideiros de improviso”. No bairro Ayrton Senna, onde a cheia chega primeiro, as crianças brincam em canoas ignorando o perigos trazidos pelo lixo e pela a água barrenta. Alguns chegam a ganhar até R$ 30 por dia fazendo o transporte dos adultos que ficam ilhados.
A dona de casa Maria de Fátima reclama que, além do medo de ficar sem teto por conta da alagação, ainda tem que desembolsar dinheiro para se locomover, uma vez que a água já está na porta de sua casa. “Toda vez que eu tiver que sair de casa tenho que pagar 25 centavos para os catraeiros. Se não pagar, vou ter que ir a nado até a parada de ônibus. Mas isso não é nada, o meu medo mesmo é ir trabalhar e, quando voltar, encontrar meus móveis todos debaixo d’água.”
Muita chuva em Brasiléia e Xapuri elevou o nível do rio; capital pode sofrer com enchente nos próximos dias
O nível de água na cabeceira do rio Acre continua subindo, para desespero das famílias que moram em áreas alagadiças de Rio Branco. As fortes chuvas que caíram nos últimos três dias em Brasiléia e Xapuri vêm causando cheias nessas localidades e devem desemborcar em Rio Branco nas próximas horas.
O nível ainda não atingiu a sua cota de alerta, que é de 13,5 metros, mas isso não deixa as autoridades e a população tranqüilas, uma vez que o período chuvoso está apenas começando. Ontem de manhã a cota era de 11,84 metros e continuava subindo. Muitos moradores ribeirinhos e de á-reas de risco já protegem como podem suas mobílias e se preparam para deixar suas casas. Diante da situação de perigo iminente, a Defesa Civil se mobiliza para atender qualquer emergência e mantém 20 homens fazendo a cobertura diárea da situação.
O major Fontes, do Corpo de Bombeiros, disse que mais de 15 bairros estão catalogados como área de risco. Ele alerta à população que, no caso de alguma emergência, deve-se entrar em contato com os Bombeiros e a Defesa Civil através dos telefones 193 e 223-1616. “Aconselho o cidadão a ligar para o número de emergência 193 porque, além de ser ligação gratuita, é o número em que se pode mobilizar com urgência as equipes de campo”, explicou o major Fontes.
A última grande enchente que castigou a capital aconteceu em 1997, quando o rio ultrapassou os 17 metros e deixou centenas de desabrigados, além de danificar uma parte do patrimônio público. Enquanto muitos se preocupam em encontrar refúgio para o caso de ter que deixar suas casas, outros aproveitam a situação para ganhar alguns trocados, como é o exemplo dos “catraideiros de improviso”. No bairro Ayrton Senna, onde a cheia chega primeiro, as crianças brincam em canoas ignorando o perigos trazidos pelo lixo e pela a água barrenta. Alguns chegam a ganhar até R$ 30 por dia fazendo o transporte dos adultos que ficam ilhados.
A dona de casa Maria de Fátima reclama que, além do medo de ficar sem teto por conta da alagação, ainda tem que desembolsar dinheiro para se locomover, uma vez que a água já está na porta de sua casa. “Toda vez que eu tiver que sair de casa tenho que pagar 25 centavos para os catraeiros. Se não pagar, vou ter que ir a nado até a parada de ônibus. Mas isso não é nada, o meu medo mesmo é ir trabalhar e, quando voltar, encontrar meus móveis todos debaixo d’água.”
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